segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ah, se tu transmigrasses

Seria pra qual encarnes ?

Metempsicosiarias, ou evoluirias?


Rodopiaria feito bailarina em Itapuã

Diluindo o sol na forte febre terçã, ou

Espalharias a frieza glacial da mente racional?


Se me fosse dada a incumbência

Genital e genial do meu ser passional

Transformarias , tu, no mais belo pássaro cardeal


Pois assim cantarias nos voos em espiral

Exalarias beleza rubra, singela e carnal

Instaurando flores neste pobre quintal (…)


Cardeal,cardeal cardeal...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Tédio, pai dos males no deserto infértil

Não te espero, por não querê-lo por perto

Jamais te escuto, quando finjo ser surdo e mudo

Mesmo que seu mundo, só seja imune aos malucos


Como um pobre eunuco,

Simulas prazer no escuro

Copulando à noite, em insônia,

Sob as formas mais bisonhas


Tédio, o que faz aqui maldição, nesta tarde?!

Já lhe disse pra ir persuadir pra longe deste
                                                          [vale

O que queres?

O que fazes?

Quais suas intenções em me atormentares ?


Tu sabes que diante de tais alarmes

Ei de sempre agir no limite de vales

E como quem mitigou a deserção

Te expulso, fétido, feito um cão!


Com razão

Sem razão



Somos todos tolos e irmãos...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

De tempos em tempos
Alguns contratempos
Às vezes, tormentos
Outras, sentimentos

Nas ruas, vazias e escuras
Restou-lhe, permutas e loucuras
Como alívio para as coisas mais brutas
Já que a vida requer prazer e doçuras


Com tempo ou sem tempo
Degustas, à fruta, pra lua
Fartando-se, labutas e suas
Urras, Nerudas, sem culpas (...)


Nua..

Na noite escura...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Acalma-te pobre poeta
Mesmo sem ela, há primavera
Mesmo sem vê-la, há quem te queira
Mesmo sem rima, há quem te anima

Acalente seu penar, sem muito pensar
Dilua sua dor, sempre com novo amor
Misture a sua sina, com louca alegria
Enterre o dissabor, com a mais fina flor

E assim verás aquilo que te faz feliz
Num perene há de vir, sorrir, sentir(...)

Sem possuir!
Sem possuir!
Sem possuir!


sábado, 18 de junho de 2011

Sem tempo para isto...

Isto de querer sorriso
Como quem sentindo
Camufla dor, mentindo


Sem tempo para o fardo...

Que sem o devido trato
Tornou-se amor escasso
De um jorrar com ácido


Sem esta de florir modismos
Presente mesmo, só hibridismo
Da ambivalência já não estranha
Duelada na arena momentânea (...)

(...) A dor feliz e triste de quem ama...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Aqui jaz um poeta
Falido,embrutecido e
Entristecido

Ali fora um pensador
Moribundo, detentor, o tal
Portador

Acolá serás arquiteto
Espiritualizado em transe
Com elevadas nuances

Eternamente serás sonhador
Divagando em vidas, a falar
De amor, dor, flor e como for...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Pois é, guria los hermânicas

És tão bela, que até me acanhas

Por ti cometeria as mais loucas façanhas

Pra quem sabes, me aqueceres em suas chamas



Porque cantas?

O que cantas?

Como cantas?

Eis o que me encantas



Fazer minha morada na suas formas tristonhas

Para enfim, me fartar de beleza e poesias tantas

É o que almejo movido por essa força estranha



Samanta

Amanda

Mariana

Juliana

Alessandra



Dentre tantas, como será que se chamas?



Estranha, momentânea, me assanha...


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O espectro do seu ego

Fez de mim um anexo

Eu, desconexo e cego,

Fiz de ti, o meu esmero


E de esmeros e anexos

Entediei-me no processo

Debutei em seu recesso

Relutante em ser seu eros


Intrépido

Frenético

As vezes patético, patético


Mas não esqueço seus versos

Tu me presenteou com o poético

E fez do cacto, lírios inéditos 

Para SEU UNIVERSO,


Caótico, belo

Com doce mistério

Te espero, espero, espero...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Cavas

Cavas com afinco

Cavas desde menino

Um mundo deprimido



Matas

Matas com valentia

Matas desde criancinha

Uma Terra descabida



Lutas

Lutas com coragem

Lutas sem alarde

Contra a dor que te invades



Mas sentes

Sentes com fervor

Sentes sem pudor

Um irremediável amor



E nesta luta em que

Sentes, cavas,

Lutas e matas

A poesia te salva, 



Sem mais ressalvas...

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Absorto pela aurora

Das manhãs de outrora

Coloquei-me na órbita

Desta pobre retórica

Inócua!

Inócua!

Inócua!


Remido na poesia

Agora, firo e sou ferida

Sinto a dor desmedida

Da medida que é só minha

Minha!

Minha!

Minha!


Tu disseste poetinha

Que negar-se, é negar a vida

E esta lição, hoje, me é carícia

Das carícias que são malícia

Malícia!

Malícia!

Malícia!


Assim caminha a vida

Com ferida ela é sentida!

Com amor ela é ferida!

Sem temor ela é poesia!

Sentida!

Sentida!

Sentida!