sexta-feira, 22 de julho de 2011

Tédio, pai dos males no deserto infértil

Não te espero, por não querê-lo por perto

Jamais te escuto, quando finjo ser surdo e mudo

Mesmo que seu mundo, só seja imune aos malucos


Como um pobre eunuco,

Simulas prazer no escuro

Copulando à noite, em insônia,

Sob as formas mais bisonhas


Tédio, o que faz aqui maldição, nesta tarde?!

Já lhe disse pra ir persuadir pra longe deste
                                                          [vale

O que queres?

O que fazes?

Quais suas intenções em me atormentares ?


Tu sabes que diante de tais alarmes

Ei de sempre agir no limite de vales

E como quem mitigou a deserção

Te expulso, fétido, feito um cão!


Com razão

Sem razão



Somos todos tolos e irmãos...

2 comentários:

Aguinaldo Pavão disse...

Belíssimo, belíssimo.

Anônimo disse...

Gostei da força da sua escrita.

Obrigada por seu gentil comentário em meu blog.

Beijo.