quinta-feira, 4 de agosto de 2011

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Há uma fome

Intransigente

Concupiscente e

Inconseqüente fome


Uma fome que se alimenta

Da vontade de não ser fome

Pois, uma insaciável fome

Requer ser ad infinitum fome



E esta ânsia em não ser mais fome

Deseja não ser saciada com um nome

Necessita de uma variabilidade enorme        

Ácida, amarga, agridoce e conforme,



O tino picante de  malicias e carícias

Que após ser degustada com bebida

Permanece, eterna e descabida

Insaciável
Bandida
Perene-desejar

AFLITA

Eis a fome, que és fome de,

VIDA
VIDA
VIDA...

3 comentários:

Camila Márcia disse...

A vida é uma fome insaciável que nos consome.

Abraços.

Ju Fuzetto disse...

As palavras nos consomem. A fome é incontrolável diante da poesia.

Bjo

Aguinaldo Pavão disse...

Belíssimo poema (pra variar). Espero que o livro saia em breve.